Logística Sustentável Sustentabilidade

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O Brasil é um país que oferece oportunidades diversas para o crescimento dos processos logísticos e práticas de sustentabilidade, principalmente pelo fato de ainda não explorar de forma significativa e otimizada os diversos recursos garantidos pela sua privilegiada disposição geográfica.

Nossa Logística, ainda engatinha em suas práticas, apesar do grande potencial. Caminhando num trajeto similar seguem as ações de Sustentabilidade, que para muitos parece algo ainda muito distante da realidade organizacional.

Ao falarmos de Sustentabilidade estamos nos referindo à otimização no uso dos recursos já existentes. Quando tratamos de Logística, falamos da administração de recursos para que os mesmos estejam no lugar certo, na hora certa e nas quantidades apropriadas. Logo ambos os conceitos têm grande interligação, e trabalhando em conjunto poderão garantir resultados muito significativos.

Devido à grande necessidade das empresas aumentarem sua competitividade, a Logística assumiu papel de destaque nas organizações, sendo que sua expansão no Brasil teve início com mais ênfase na década de 90. Com a globalização e o crescente aumento da competição, tornou-se necessário olhar além das fronteiras individuais das empresas, na direção do canal de distribuição, buscando maior cooperação e integração, desde o fornecedor de matéria prima até o consumidor final. Das muitas mudanças ocorridas no ambiente empresarial, talvez a maior seja o enfoque na “velocidade”, alavancada pelo boom da tecnologia da informação e telecomunicações, principalmente as facilidades proporcionadas pela Web. Realmente o fator tecnológico influiu e continua a influir nesse processo de gerenciamento empresarial que reconhece a possibilidade de ganhos a partir de setores antes tidos como secundários.

Logo a Logística, antes vista apenas como área que tratava dos modais de uma organização, ganhou amplitude e passou a englobar toda a cadeia de fornecimento e suprimentos das empresas.

Simultaneamente, no mundo, crescia a percepção sobre a escassez de certos recursos naturais, bem como a necessidade visível sobre políticas coletivas em prol de formas de energias renováveis, redução de emissão de gases e diminuição dos impactos das ações humanas na natureza. Assim o conceito de Sustentabilidade deixa de ser algo opcional e reduzido a algumas instituições com visão mais específica sobre o tema, e se torna sim fator de diferencial competitivo e critério básico para seleção em certos segmentos. Desta forma podemos perceber que atrelar as duas abordagens, Logística e Sustentabilidade, pode gerar possibilidades significativas de lucros para as empresas, num âmbito macro para a sociedade.

Para ficar mais evidente essa correlação, basta a citação de alguns números de nosso cenário atual frente ao abandono de projetos logísticos para aproveitamento de nossos rios, que tornaria possível economia anual de 4 bilhões, simplesmente com a utilização das bacias hidrográficas brasileiras e viabilizaria o transporte dentro de nossas fronteiras. Esse ganho evidencia apenas a fatia mensurável e monetária do bolo, pois os ganhos com questões ecológicas são muito maiores. Nesta mesma vertente, obteríamos uma cadeia de abastecimento mais lucrativa, visto que a viabilização de uma estrutura de transporte fluvial reduziria significativamente nossos custos logísticos, proporcionando um preço final dos produtos mais competitivos.

Os processos logísticos em conjunto com a política de sustentabilidade, favorecem as práticas de logística reversa dentro das organizações, que em primeiro momento promovem a redução de resíduos, dando destino correto aos mesmos, mas que também trazem muito retorno financeiro quando bem geridos.

O que podemos perceber é que o gerenciamento adequado de uma cadeia de abastecimento seja num aspecto amplo, como a de um país ou mesmo num aspecto mais direcionado como de uma empresa, proporciona a melhor alocação dos recursos disponíveis, reduzindo os custos, os desperdícios e em muitos casos promovendo até reaproveitamento dos mesmos.

Sobre Arlenice Costa

Profissional da área de Vendas, graduada em Administração pela Universidade São Francisco, cursando MBA em Supplay Chain Management pelo Centro Universitário Fundação Santo André (FSA). Especialização em Macroeconomia pela (FGV).

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Últimos Comentários

  1. Marcelo Doro

    Nice, parabens pelo artigo. Bem oportuno para o momento de busca de novas soluções e com redução de custos. Com relação ao transporte hidroviário, é que ainda temos um fator que pode impactar no sucesso pleno do mesmo, que é a seca que estamos passando, principalmente no complexo hidroviário do Tiete, que esta parado devido a baixa do nível de agua. Mas ainda são causas que não temos como interferir de imediato.

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